quinta-feira, 31 de março de 2011

OS CONTOS CELTAS

Os Contos e os Mitos Celtas


Os contos e os mitos do mundo céltico são crenças antigas que estão graficamente preservadas em vários textos ou manuscritos, que vão desde o irlandês "Lebor Gabála Érenn - O Livro das Conquistas" ao Mabinogion - coletânea escrita em prosa, no galês medieval - baseado nas tradições dos primeiros contadores de histórias, conhecidos como bardos, na tradição druídica.
Estas histórias serviam como elemento de educação para os jovens da nobreza céltica, pois seus personagens heróicos forneciam um modelo de comportamento guerreiro, próprio para juventude da época. Contudo, os mitos também forneciam representações lendárias de personagens reais, tão marcantes que foram preservados tanto na poesia bárdica como na memória popular.
Mesmo com a chegada do cristianismo, os contos orais não puderam ser destruídos, mas acabaram sendo adaptados ou cristianizados, onde antigos Deuses celtas tornaram-se um único Deus e sacerdotes druidas foram "substituídos" por monges católicos, isso, se restou algum druida vivo depois do século I.
Sendo que, o maior prodígio destas histórias são indiscutivelmente o fato de terem sobrevivido, durante séculos afora, fornecendo até os dias de hoje, informações sobre este rico e encantador mundo celta, para que assim, possamos transmiti-los às gerações futuras, preservando um pouco mais da cultura celta.
Mas, antes precisamos saber as definições básicas, entre: lendas, mitos e contos.
- Lendas: narrativa de caráter maravilhoso, em que fatos históricos são transformados pela imaginação popular ou pela invenção poética. As lendas freqüentemente contêm um elemento real.
- Mitos: narrativa popular ou literária, que coloca em cena seres sobrenaturais e ações imaginárias, para as quais se faz a transposição de acontecimentos históricos reais, fabulosos ou fantasiosos.
- Contos: como gênero literário de ficção é a narrativa folclórica em prosa, tanto oral como escrita, de menor dimensão das tradições, lendas, canções e costumes populares de um país.
Por fim, a história dos celtas mantêm-se vívida, através da memória ancestral das lendas e dos mitos, contadas em verso e prosa, por séculos afora... Que assim seja!
Entre os Mundos
Cruzando os céus de leste a oeste, de norte a sul
A alma percorre caminhos por entre as sombras da Lua
Onde espíritos da noite, envoltos pela névoa de prata
Brindam o entardecer na densidade do tempo que recua
Revelações escondidas, abaixo e acima das emoções
Nos mitos que vão muito além das espirais do saber
Nesta dança frenética sem fim, envolvente e sedutora
Refletem belas formas que começam a desaparecer
Seguem adiante e mergulham nesse mais belo azul
Para despertar nas terras da aurora prometida
Raízes ancestrais que circulam por entre os mundos
Resgatando a magia das lendas, outrora perdida. Awen!

POESIA PAGAN

Poesias Pagãs


Templo de Avalon
Invoco toda a magia de Avalon,
Templo e morada dos Deuses celtas
Linha tênue que encobre esse breve frisson
Onde criaturas presentes permanecem ocultas.
Buscam o equilíbrio e resgatam a sagrada unidade
Através do éter misterioso dessa névoa de prata
Revolvem a terra para ativar a fertilidade
Espalhando gotículas de água em forma de cascata.
O fogo sagrado que expurga os tolos do caminho
E revelam os segredos de um transe ascendente
Alguns percebem e poucos entendem o torvelinho
Que nos envolve nesse sonho envolvente.
Palavras soltas ao vento, adentram os corações
Despertam emoções adormecidas, jamais esquecidas
Através da semente que em breve trará novas lições
Germinando uma era de esperanças renovadas.
Nesse abençoado universo paralelo e sagrado
Onde tudo é uma simples questão de tempo
Alinham-se às ondas quânticas, agora unificadas,
Ao eterno giro da roda sem nenhum contratempo.
Avalon, a terra dos campos verdes e do céu anil
Está muito além das brumas do tempo e da ilusão,
Onde mais uma vez, renasce de forma sutil
Nas águas cristalinas da fonte sagrada do coração.
Sombras da Lua
Boca vermelha,
Sedenta de beijos ardentes
Divina centelha

Além da alma sombria,
Tormento vivido
Na loucura dessa noite fria

O branco pálido da morte,
Grita alto pelas sombras da Lua
E rompe no peito mais forte

Pelos séculos perdidos,
A fúria guardada
De momentos revividos.
Filhos das Estrelas
Vindos nas asas de Erin, pelas bênçãos de Dana
Mestres da magia, ouçam o nosso chamado
Mostre-nos a Lia Fáil, a pedra do destino soberana.
Pela espada de Nuada, seja a justiça equilibrada
Em nome dos nossos Deuses antigos
Que a lança de Lugh, proteja a nossa jornada.
Concedendo-nos a vitória sobre o orgulho desmedido
Que o caldeirão do Grande Dagda,
Transforme-nos num ser pleno e renascido.
Abençoando-nos com fartura e bem-aventurança
Pela triqueta sagrada, apresentem-se hábeis filhos,
Tuatha Dé Danann, o código de honra, a nobre aliança.
Tanto nos montes e nas florestas abaixo da terra,
Façam-se presentes, através da vossa sabedoria,
Assim como, toda a terra acima dessa terra.
Possam nos levar adiante neste propósito maior,
No princípio da tua mais perfeita criação,
Sempre em benefício da criatura e do criador.
A luz que brilha na escuridão guiando o coração,
Salve os Filhos das Estrelas Brilhantes,
Esperança do amanhecer, a eterna promessa do verão!
Quem eu gosto
Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Não me acha perfeita
Quem eu gosto me aceita
Louca, livre
Mau humorada, irritada
Quem eu gosto
Gosta de mim

Quem eu gosto
Me conhece
E mesmo que não me conheça
Gosta de mim

Quem eu gosto
Sabe da minha alegria,
Beleza, harmonia
Conhece o sabor das minhas lágrimas
Sabe da força dentro de mim

Quem eu gosto
Gosta de mim
Porque antes de me ver
Viu a minha alma

Quem eu gosto
Gosta de mim. 
PEREGRINA
Sou uma peregrina da vida
Onde ela pode me levar eu não sei
Mas sei que ela me quer e eu a quero

Transformo minhas mudanças em presentes para mim mesma
Trabalho o que pra mim é vital em cada momento

Sou uma peregrina da alma
Com ela comungo com os quatro elementos
Me sintonizo com suas forças
Pra me fazer inteira
Mergulho em suas energias
Pra me sentir completa

Sou uma peregrina da Arte
Que com seus mistérios tudo transforma
Que se funde em mim de várias maneiras
Que me faz transpirá-la por meu corpo inteiro

Sou uma peregrina
Sou uma peregrina
Sou uma peregrina

Livre
Selvagem
Natural
Sempre peregrina...
De mim mesma.
 Esperança do Amanhecer
Filha dos sonhos vá agora,
Corra e abra a porta
Do velho carvalho sem demora.
O poente se aproxima
Escute os seus segredos
Onde a vida começa e não termina.
Dance até cair a última folha
Pegue o galho dourado,
Antes que a noite o recolha.
Corra, pois o tempo voa,
Atravesse de novo o portal
E siga até a margem da lagoa.
Pegue o galho prateado
Atravesse novamente o portal.
A Lua ilumina o caminho sagrado.
Corra, pois a barca lhe espera.
As sementes da esperança germinam
Despertando os Deuses na primavera.
Toque o seu coração
E abrace os seus sonhos.
A tua mão alcança além da ilusão.
Traga-o de volta,
Através da arte e do amor.
A Senhora benevolente
Revela-nos a força da magia,
Que hoje aqui se fez presente.
Abençoados por esta linda sintonia!

CALENDARIO LUNAR

Calendário Lunar


Horários Lunares

LUA
DIA - HORA
SUGESTÃO
 Lua Nova
 04/03/11 - 20:47h 
 Lua de Morrighan, ideal para a renovação.
 Lua Crescente
 12/03/11 - 23:46h 
 Lua de Arianrhod, ideal para novos começos.
 Lua Cheia
 19/03/11 - 18:11h 
 Lua de Brighid, ideal para a prosperidade.
 Lua Minguante 
 26/02/11 - 12:08h 
 Lua de Cerridwen, ideal para banimentos.

Estações do Ano 
Outono
20/03/2011 
20:20h
Inverno
21/06/2011 
14:16h
Primavera
23/09/2011 
06:04h
Verão
21/12/2011
02:30h

Tabela de Correspondência 1

DIA
ASTRO
COR
FINALIDADE
 Domingo
 Sol
 Amarelo
 Saúde, prosperidade e proteção.
 Segunda
 Lua
 Branco
 Intuição e mudanças.
 Terça
 Marte
 Vermelho 
 Vitória em competições.
 Quarta
 Mercúrio 
 Azul
 Estudos, papéis, cartas e viagens.
 Quinta
 Júpiter
 Violeta
 Sucesso, negócios e disputas judiciais. 
 Sexta
 Vênus
 Verde
 Amor e relacionamentos.
 Sábado
 Saturno
 Preto
 Renovação das energias velhas.

Tabela de Correspondência 2

NOME 
FINALIDADE
 Saturno, Marte e Lua
 Horas favoráveis para equilibrar todos aspectos.
Sol e Vênus
 Horas favoráveis para a amizade e o amor.
Saturno e Marte
 Horas favoráveis para a justiça e banimentos.
Mercúrio
 Hora favorável à fabricação de óleos e amuletos.
Júpiter e Vênus
 Horas favoráveis para se unir às forças superiores.

Tabela de Correspondência 3

HORA
DOMINGO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
SÁBADO
06:00
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
07:00
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
08:00
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
09:00
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
10:00
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
11:00
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
12:00
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
13:00
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
14:00
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
15:00
Marte
Júpiter
Vênus
Mercúrio
Saturno
Sol
Lua
16:00
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
17:00
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
15:00
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
15:00
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
20:00
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
21:00
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
22:00
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
23:00
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
24:00
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
01:00
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
02:00
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
03:00
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
04:00
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Marte
Mercúrio
Júpiter
05:00
Mercúrio
Júpiter
Vênus
Saturno
Sol
Lua
Mar

Obs: as tabelas de correspondência não têm relação com os celtas.

LUAS DO ANO

As Luas do Ano


As Luas do Hemisfério Sul
Como referência às Celebrações Lunares, adaptamos o calendário lunar ao nosso hemisfério, pois o aspecto da Lua no Hemisfério Sul é invertido em relação ao Hemisfério Norte. Ao se contar 28 dias por lunação, período médio em que a Lua dá a volta ao redor da Terra e em torno do seu próprio eixo, pode-se dizer que existem de doze a treze luas cheias em um ano.
Os rituais e as meditações feitas durante a Lua Cheia, nos auxiliam, principalmente, a aumentar a consciência e a aguçar a percepção de nossas almas e assim, reequilibramos naturalmente nossa energia.
Em muitas tradições druídicas modernas, as Celebrações de Lua Cheia são comemoradas conforme o Calendário Celta, que começa no mês de Abril antes do Festival de Samhain.
- Lua do Sangue: Nasce em Abril, sendo a primeira Lua Cheia antes de Samhain. Ela é associada à cor vermelha e nos tempos antigos marcava o período de abate dos animais e o armazenamento de comida para a estação do inverno que estava por vir. Como a primeira geada não está muito longe, as plantas logo desaparecem da terra, e a carne toma-se a maior fonte de alimento durante o inverno. É a Lua que celebra a ancestralidade, a fecundidade, o sangue menstrual e a maternidade.
- Lua Escura: É a Lua de Maio. Está associada à cor prata, branca e o azul-claro. Nesse período, se os primeiros sinais de geada ainda não começaram a cair, eles não estão muito distante. A terra começa um tempo de descanso profundo sob os cobertores do inverno, juntando forças para a nova vida no despertar da primavera. Lua ideal para conectar-se com as forças divinas.
- Lua do Carvalho: Chega em Junho. É considerada uma lua de introspecção, associada ao aspecto do Senhor do Carvalho. O carvalho, como seu símbolo, é a madeira tradicionalmente queimada nas fogueiras do Solstício de Inverno, que correspondente a época natalina cristã. É a Lua do recomeço, da transmutação e do renascimento.
- Lua do Lobo: Vem em Julho. Sua cor é roxa, representa as águas frias da terra que ficam presas sob um lençol de gelo e sob a geada. Época ideal para realizar trabalhos em grupo e esforços conjuntos, pois favorece a união dos seres e a unidade.
- Lua da Tempestade: Agosto descreve o longo movimento de espera das águas geladas, conforme as chuvas caem e os oceanos se enfurecem. Este é um sinal claro de que as águas irão mais uma vez fluir e a primavera irá retornar. Essa Lua é associada a cor azul, a cor das águas sagradas dedicada à Deusa Brighid. É a Lua que visa o equilíbrio entre a luz e a sombra.
- Lua dos Ventos: Setembro é a volta da primavera com a vida renovada. Representa a forma virginal, limpa e intocada dos campos. Apropriadamente, sua cor é o branco. É a Lua que celebra o movimento da terra.
- Lua da Semente: Outubro anuncia o crescimento que irá cobrir a terra, conforme as estações avançam. As sementes que estão em repouso abaixo do solo começam a germinar, ao mesmo tempo, em que toda a vida desperta para a terra aquecida. Sua cor é o verde-claro. Época ideal para plantar as novas sementes do futuro.
- Lua da Flor: Nasce em Novembro. Lua dedicada as Deusas da fertilidade. Rosa, a cor do amor e o branco, são as cores da Lua da Flor. Conforme a primavera atinge seu ápice, o romance e o amor ficam mais evidentes. Essa é a Lua do despertar da consciência, da criatividade e da sexualidade.
- Lua Brilhante: Dezembro é o período do Solstício de Verão. É a Lua dos amantes, que reflete a presença visível dos Deuses, estampados no sol brilhante e nos campos verdejantes. Essa Lua é considerada da cor laranja, ou seja, a cor do sol de verão. É a Lua da união, do amor e da prosperidade.
- Lua da Bênção: Nasce em Janeiro. Ela é a última Lua antes da primeira colheita, é celebrada com danças e músicas. Este é o tempo em que os antigos pagãos preparavam os prados para as celebrações das colheitas. A Lua da Bênção é amarela, a cor do hidromel. Lua da fertilidade, dos sonhos e da plenitude.
- Lua da Colheita: É a Lua verde-escura de Fevereiro. O estado verde da terra, é o nome dado à Lua que surge no mesmo tempo que as plantas seram colhidas. Tempo de honrar os frutos, pois o período final das colheitas chegará com o primeiro movimento da foice nos pés das plantações. É a Lua da purificação, da cura e do agradecimento.
- Lua da Cevada: Surge antes do Equinócio de Outono, em Março. Os grãos são ceifados. É o fim da estação e do ciclo anual da colheita. O marrom, a cor dos grãos, é a cor da Lua da Cevada. É a Lua da sabedoria, do conhecimento, das decisões e do fechamento de bons negócios.
- Lua do Vinho: É a Lua excedente do ano ou a 13ª Lua. Com a mudança do calendário lunar para o calendário solar, houve uma sobreposição de alguns meses. Às vezes existem doze Luas durante o ano solar e às vezes treze. Quando essa Lua "extra" surge geralmente nasce em Abril ou Maio, normalmente, antes da Lua de Sangue. Sua cor é o vermelho púrpura, a cor do vinho e da vida. Essa é a Lua da profecia e da inspiração.

As Celebrações Lunares são tempos de reflexões, além de serem festividades cheias de vida. Não é de admirar que tantas pessoas se realizem ao festejarem os ciclos lunares. Os pagãos celebram as fases da mudança de suas próprias vidas, relacionando-as com as fases da Lua e os ciclos naturais da Terra. Abençoados sejam!

CELEBRAÇOES LUNARES

Celebrações Lunares


O Calendário de Coligny
Celebrações Lunares são comemorações feitas no primeiro dia da Lua Cheia de cada mês, durante todo o período do ano solar. A Lua Cheia foi venerada durante milênios por grupos de homens e mulheres, reunidos em bosques, montanhas ou clareiras. O principal objetivo das celebrações lunares é receber inspiração e sabedoria.
Para os celtas, o dia começava com a noite e terminava com o nascer do sol - exatamente ao contrário do que interpretamos nos dias atuais - pensavam eles que o sol derrotava a escuridão e encerrava o dia reinando no céu.
Um antigo calendário gaulês descoberto em Coligny na França, basicamente, um calendário lunisolar composto de 12 meses de 29 e 30 dias, com um mês extra a cada 2 anos e meio, mostrava como as fases da Lua eram observadas e, possivelmente, marcava quando os festivais celtas eram celebrados. Havendo referências ocasionais para as celebrações dos solstícios e dos equinócios.
Calendário de Coligny
Calendário de Coligny - Museu de Arte em Lyon, França.
O Calendário de Coligny foi descoberto em novembro de 1897, por Monsieur Roux. Esta notável descoberta arqueológica foi feita em uma área ao norte de Coligny, próximo a Lyon na França, onde foram achados aproximadamente 153 fragmentos individuais, produzida por volta de 50 d.C., do que teria sido uma grande placa de bronze. Embora inscrita com letras e números romanos, possuía também uma escrita inicial da Gália, vagamente reconhecível, mas com uma evidente terminologia usada pelos antigos druidas, o gaulês, para identificar as diferentes fases da Lua e as festividades do ano. Os reconstrucionistas gauleses, geralmente, celebram os festivais baseados nele.
J.A. Macculloch, no livro "A Religião dos Antigos Celtas", afirma:
- "O visco e outras plantas mágicas eram abatidos em uma Lua Crescente, provavelmente, porque o seu poder seria maior."
- "Talvez o mais importante objeto na natureza para os celtas e para a maioria de povos primitivos era a Lua. As fases da Lua eram observadas pelos antigos, assim como os solstícios e os equinócios, formando um método fácil de medição do tempo."
Cada mês, alternadamente, continha 29 ou 30 dias, perfazendo um ano celta de 354 dias de duração. Além disso, no Calendário de Coligny, há dias considerados como sendo propícios para certas atividades e outros não.
Conforme os fragmentos de Coligny, o mês foi dividido em duas partes: uma com luz correspondente à Lua Cheia e outra sem luz correspondente à Lua Nova, cada uma, em média, com duas semanas de duração. A divisão da fase mais escura para a fase mais luminosa era descrita pela palavra 'Atenoux', confirmando que a Lua Nova também fazia parte do calendário celta e, provavelmente, possuía um significado religioso.
As celebrações lunares nos levam a uma época em que a Lua não era apenas um medidor de tempo, mas um processo contínuo e simultâneo de crescimento e renovação. Essas comemorações permaneceram intactas entre os Celtiberos (fusão dos povos celtas e dos povos iberos) e de outros povos do norte da Europa que, no momento da Lua Cheia, celebravam uma festa aos Deuses, dançando a noite toda em volta de uma grande pedra.
Embora a Lua Cheia dure, em média, sete dias, o ideal é celebramos no dia exato à sua entrada, pois ela, na verdade, começa a minguar nos dias seguintes.
Há também os eclipses... Os Celtas acreditavam que eles eram causados por um monstro que, ocasionalmente, atacava a Lua. Os eclipses solares ocorrem apenas durante a Lua Nova, já os lunares durante a Lua Cheia, podendo ser parciais ou totais, conforme o seu grau. Quando um eclipse finaliza seu processo, simboliza a transição de uma nova energia ou o início de um novo ciclo em nossas vidas.
Ao mergulharmos na noite escura da transformação, desvendando as nossas sombras, ou seja, os nossos medos, estaremos nos renovando plenamente, pois é nela que reside o poder de criar, destruir, curar e regenerar todos os ciclos naturais do homem.
Durante as celebrações de Lua Cheia, reverenciamos toda a força vital criativa, geradora e sustentadora do universo, manifestada através da Grande Mãe.
"Infinito seja o caminho que, a cada etapa, mais belo se revela."

Celebrar a Vida
Hoje e sempre
A luz torna a resplandecer,
No auge desse esplendor.
Irradia máximas do seu poder,
No eterno amor entre os Deuses.
Abençoados sejam, aqueles que agora
Compartilham esse momento mágico
Onde a Roda gira sem demora.
No ciclo cósmico da Grande Mãe.
A vida que se renova com emoção.
Amigos de verdade são eternos,
Na terra dos irmãos do coração.
Neste belo luar...
Hoje e sempre vou celebrar!

CELEBRAÇOES SOLARES

Celebrações Solares


Festival de Samhain
Festival celebrado no dia 30 de abril ou 1° de maio, no Hemisfério Sul, representa o fim e o começo do Ano Celta. Samhain ("Sou-ein") é conhecido como a Noite Sagrada que marca o início da parte escura do ano, com a proximidade do inverno, simbolizando o fim da colheita. Ritual dedicado aos ancestrais, à Morrighan, Dagda e Manannán Mac Lir. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 31 de outubro.
Samhain significa "sem luz" ou "fim do verão", a noite em que o mundo mergulha na total escuridão da alma, preparando-nos para a chegada das noites frias. Na Irlanda antiga, todos os anos um novo fogo sagrado era aceso, com o qual se acendiam todos os demais fogos do vilarejo para queimar durante todo o inverno, com o objetivo de levar luz através do tempo escuro do ano.
A comemoração do Ano Novo Celta é um momento misterioso que não pertence nem aoSamhain passado, nem ao presente, nem a este mundo e nem ao outro. É o momento onde os portões entre os mundos se abrem e o véu que os oculta, se torna mais tênue. Época ideal para acessarmos o Outro Mundo.
Samhain marca também o início de um novo período e um novo recomeço em nossas vidas. Homenageie a memória dos antigos preparando alimentos de sua preferência e contando suas histórias aos seus descendentes. Ao anoitecer, acenda velas nas janelas da frente de sua casa, em sinal de respeito aos seus antepassados.
Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Este festival é sinônimo de quietude, introspecção e renovação - representada pela união sagrada de Morrighan e Dagda.
Celebrem e vivenciem todas as fases da vida, pois a Roda gira igual para todos, mesmo que não saibam. Meu fim é o meu começo - abençoados pelo Céu, a Terra e o Mar... O ciclo eterno das transformações. Bênçãos plenas!
Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar Samhain
Correspondências:
- Correlação: celebração do ano novo celta, final e começo de ciclo e dia dos mortos.
- Símbolos: cor preta e laranja, maçãs, romãs, abóbora, nozes e avelãs.
- Incensos: mirra, sálvia, carvalho ou cedro.
- Alimentos: sidra, vinho tinto, chá preto, pães e bolos de frutas.
Rainha das Sombras
No ciclo infindável da árvore de prata,
Da infinita alegria à triste lembrança
Harpa mágica que dedilha a sonata.
Num tempo passado e repassado
Caminha pela estrada da vida,
Verde esmeralda, ancestrais do passado.
Gira a Roda sem parar
E festeja a escuridão de Samhain,
Rumo a um novo despertar.
Onde a noite ultrapassa o dia enfim,
Salve, Rainha das Sombras,
Senhora do começo, meio e fim!
.

Solstício de Inverno
Festival comemorado no dia 21 de junho e que em gaélico significa Solstício de InvernoMeitheamh, marcando o início das noites frias. Em galês é conhecido como Alban Arthan, a Luz de Arthur ou a Luz do Inverno, uma versão poética, que relaciona o Solstício de Inverno às lendas do rei Arthur, como Arcturus, o guardião do urso, à estrela mais brilhante do Hemisfério Norte, que celebra este festival no dia 21 de dezembro. No Calendário Coligny este dia foi marcado como "Deuorius Riuri".
Este é um período de fortalecimento interior e de total movimento descendente. No Solstício de Inverno os poderes da noite e as energias da terra atingem seu ápice.
O Solstício de Inverno é tempo de regeneração e de mudanças, o recolhimento na total escuridão da alma, ou seja, o hibernar para renovar-se. Ideal, para despertarmos nossa criança interior, renovando as esperanças e as energias.
As noites se tornam mais longas que o dia e o inverno, por fim, se estabelece. A partir desta data, a luz solar começa aumentar gradativamente, apesar do tempo frio.
O festival do Solstício de Inverno representa, basicamente, o ciclo de morte e renascimento. Momento propício à meditação, a introspecção, ao desapego e à realização de amuletos voltados para a proteção. Aproveite, também, para queimar nas chamas do fogo, em seu caldeirão, tudo aquilo que não quer mais em sua vida.
Ornamente seu altar com folhas de figueira, azevinho ou cipreste, assim como o pinheiro que simboliza a renovação e o crescimento, além de elementos que lembrem o inverno. Acenda algumas velas, para simbolizar o Sol e elevar os ânimos. Honre a Grande Mãe e o renascimento do poder solar, como a esperança do retorno da luz. Que assim seja!
Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar o Solstício de Inverno
Correspondências:
- Correlação: natal cristão, renascimento do sol e a dança espiral da renovação.
- Símbolos: cor verde, vermelho e amarelo, pinhas, galhos e folhas verdes.
- Incensos: louro, carvalho ou alecrim.
- Alimentos: sidra, vinho quente ou chá, sopa, pães e bolos.
Mistérios da Noite
Noite escura adentra os mistérios da tua alma,
Expurga as sombras dentro deste absoluto infinito
No sentido contrário do habitual, transmuta na chama
Do caldeirão as energias estagnadas que aqui deposito.
A Deusa que atua na minha força ancestral
Venha com tua infinita sabedoria nos amparar
Seja a pedra, o foice e a taça elemental
Os regentes das mansões estelares a nos restaurar.
Pela borda das nove pérolas da tua proteção
E pela inspiração fervida da prímula silvestre,
Transforme a prata e o visco nesta bela infusão
Abençoando-nos em teu ventre sagrado.
.
Festival de Imbolc
Festival comemorado no dia 1° de agosto (Lúnasa), conhecido como "Oímealg", nome gaélico, que significa a lactação das ovelhas, onde celebramos a Noite de Brighid, a Deusa do fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e dos poço sagrados. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de fevereiro.
Festival Agrícola, dedicado ao aumento da luz, com o final do inverno e o Imbolcdespertar das sementes enterradas no solo, simbolizando os primeiros sinais de vida, garantindo à fertilidade dos campos e a renovação das esperanças. É a promessa do Awen, a inspiração sagrada!
Imbolc é a época onde celebramos o retorno do Sol, que cresce dia-a-dia, mas que ainda não ganhou força suficiente para banir de vez o frio do inverno. Um costume típico de "Lá Fhéile Bríde" é plantar uma árvore frutífera, além da confecção da Cruz Solar de Brighid, com palha de trigo, junco ou qualquer outro material natural e flexível.
Ritual que, simbolicamente dá boas-vindas à esperança do amanhecer primaveril, que para os celtas era representado pelo nascimento das primeiras ovelhas, assim como, a celebração da Grande Mãe que dá à luz e com seu leite sagrado, alimenta a nova vida.
Este festival é marcado pela transformação das energias, ideal para se fazer planos, projetos, iniciações e abertura de novos caminhos, além de purificar sua casa, promovendo a cura e a renovação, tanto material como espiritual. Este é um festival alegre e muito iluminado!
Aproveite, também, os benefícios curativos das águas dos rios e das fontes. Na Irlanda há várias nascentes e poços dedicados à Deusa Brighid. A água representa um portal para o Outro Mundo, um local de cura e fonte de sabedoria. Bênçãos plenas!

Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar Imbolc
Correspondências:
- Correlação: primeiros sinais da primavera, festival das luzes e de Santa Brígida.
- Símbolos: cor branca, amarelo e azul, flores frescas, leite e caldeirão com água.
- Incensos: sândalo, cravo ou canela.
- Alimentos: leite, cerveja, chás, pães e comidas à base de leite.
Oração a Brighid
Abençoada seja, a Senhora do fogo!
A Deusa da luz e da sapiência,
Forja ardente que transforma o ferro em aço,
Protegei seus filhos com benevolência.
A Mãe que irradia a promessa
No ventre sagrado à luz renovada
Esteja entre nós nesta roda solar
Iluminando-nos com sua chama sagrada.
O doce mel que purifica nossa alma
Despertai a alegria do coração,
Com o hidromel, o néctar dos Deuses.
Salve Brighid amada, pela divina inspiração!
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Equinócio de Primavera
Festival celebrado no dia 21 de setembro marca o Equinócio da Primavera, que em gaélico se diz Meán Fomhair. Em galês é conhecido como Alban Eilir ou a Luz da Terra, representa o momento de regeneração com a bênção dos campos e das sementes, quando o dia e a noite se tornam iguais, portanto, uma data de maior equilíbrio e reflexão interior. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de março.
Os dias escuros agora se vão e a Terra está pronta para ser adubada, dando início ao Equinócio de Primaveraplantio, tanto físico como espiritual. Portanto, é um período de grande atividade e concentração de energia, a fim de assegurar um bom amadurecimento dos frutos recém plantados. Época de transição e de transformações.
No Equinócio da Primavera homenageamos a Deusa lusitana Atégina, cujo nome significa renascimento, Sucellus e Cernunnos, o Deus da fertilidade e da abundância. A Páscoa surgiu através de um antigo festival dedicado à Deusa germânica Eostre, cujo o símbolo era o coelho.
Lembrando que não se trata de um sincretismo entre mitologias, nem um incentivo à mistura de panteões, mas um esclarecimento sobre o festival e suas semelhanças.
Nessa época costuma-se abençoar a terra, colocando-se ovos pintados no altar, simbolizando a fecundidade dos sonhos e o renascer das esperanças. Os ovos podem ser pintados crus ou cozidos, com símbolos celtas e depois enterrados ou comidos, enquanto mentalizamos nossos pedidos e desejos.
Fase ideal para harmonizarmos-nos interiormente no amor, na profissão ou em todas as áreas da vida. Aproveite para meditar próximo aos campos verdes. Que assim seja!

Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar o Equinócio da Primavera
Correspondências:
- Correlação: tempo de floração e celebração da páscoa cristã.
- Símbolos: cor branca e verde, ovos pintados e flores coloridas.
- Incensos: cravo, jasmim ou flor do campo.
- Alimentos: vinho branco, chá de flores, bolos, doces e frutas.
Sementes da Primavera
Mundos distintos
Momento distante
Sonhos perdidos
Além do horizonte
Esperanças renascem
A roda segue adiante
Medos que partem
Suave brisa da primavera
Leve embora as marcas
Que o triste inverno deixou
Renascendo o amor
No coração que aflorou.



Festival de Beltane
Festival celebrado no dia 31 de outubro (Deireadh Fomhair) marca a entrada da parte clara do ano. Beltane ou Bealtaine significa literalmente "fogo brilhante" ou "fogos de Bel", em homenagem a Bilé, considerado o pai dos Deuses e dos homens. Foi em Beltane que os Tuatha de Danann chegaram à Irlanda. Este festival comemora a união dos amantes, a fertilidade, a cura e a criatividade. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de maio.
Beltane é o oposto de Samhain e representa o início do verão e o final do inverno. BeltaneAs tradicionais Fogueiras de Beltane e as oferendas nos Poços Sagrados são atividades típicas dessa época, simbolizando a proteção, boa sorte e a fertilidade. É a união sagrada entre o Céu e a Terra, onde dois mundos novamente se encontram, pois os véus do Outro Mundo se tornam mais tênues.
O calor do Sol e a exuberância da natureza representam a paixão e o amor, marcando uma época de grande poder. A luz das fogueiras, no topo dos montes e em lugares sagrados, eram rituais muito importantes em todas as terras célticas, principalmente para a purificação do gado.
"Lá Bealtaine" é conhecido na mitologia irlandesa como: "Entre os dois Fogos de Beltane", as grandes fogueiras marcam também um tempo de purificação e de transição, anunciando a esperança de boas colheitas e as bênçãos da criação em nossas vidas. Um costume típico de Beltane é passar por entre duas fogueiras, o fogo pode ser representado por velas ou tochas.
Esté é um ritual muito alegre, comemorado com danças e músicas!
Essa é uma época excelente para se fazer encantamentos de cura, amor e prosperidade, além de colher o orvalho no amanhacer de Beltane para lavar o rosto e, com isso receber, suas bênçãos de beleza e juventude. Que assim seja!
Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar Beltane
Correspondências:
- Correlação: festival da fertilidade, da purificação e da renovação através do fogo.
- Símbolos: cor vermelha e branca, flores vermelhas, folhas verdes e guirlandas coloridas.
- Incensos: patchouli, almíscar ou rosas.
- Alimentos: vinho tinto, sidra ou suco, bolo de mel, pães e frutas vermelhas.
Fogo Brilhante
Pelas terras além do horizonte,
Ventos sopram as chamas do fogo brilhante
Os Deuses giram até a fonte
Fazendo o coração pulsar rapidamente
Dança do amor sob a luz do luar
O destino além das imagens
Que brilham diante desse olhar
Movimento do corpo que geme de prazer
Na dança sagrada que une a taça e a espada
Corações unidos pelo eterno brilho de Bel
Resgatam as memórias de Avalon
Neste inebriante líquido sagrado de mel
O anel de ouro sela o beijo de prata
Pelas brumas que florescem novamente
Apenas para ritualizar esse divino amor
Onde os amantes se encontram finalmente
 
Solstício de Verão
Festival celebrado no dia 21 de dezembro marca o Solstício de Verão e em gaélico se chama Nollaig. Em galês é conhecido como Alban Hefin ou a Luz do Verão, é o êxtase máximo da união sagrada, onde o poder da criação está mais ativo e o Sol finalmente atingiu o seu apogeu. A natureza encontra-se plena de luz, poder e magia. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de junho.
Este é o dia mais longo do ano, então, aproveite para meditar sob o sol da manhã, celebrando durante todo o dia até o anoitecer, trazendo assim, toda magia solar para o seu interior. Esta é a época para se homenagear o Sol e nas tradições pagãs costuma-se pular fogueiras para a purificação, a fertilidade, a saúde e o amor.Solstício de Verão
No Solstício de Verão, também é o tempo em que o carvalho floresce e sua energia é especialmente honrada, onde o visco sagrado era colhido pelos antigos druidas, numa cerimônia tradional. Muitos círculos de pedras e monumentos pré-célticos estão alinhados com o nascer do sol nesse dia, incluindo Stonehenge
Aproveite esse ritual para fazer oferendas e comunicar-se com o "Povo das Fadas", pedindo-lhes conhecimento, inspiração e sabedoria. Enfeite seu altar com girassóis, frutas frescas e ervas secas como: lavanda, camomila, verbena ou qualquer erva específica do meio de verão.
Procure sentir toda a energia elemental da natureza fluindo através do seu corpo. Este festival é propício para renovar todas as vibrações tanto da casa, como das pessoas. Além de ser um momento ideal para ativar a prosperidade, a prática de jogos recreativos e piqueniques em família.
Período de materialização de todas as nossas esperanças, onde projetos, sonhos e desejos lançados na época do plantio, começam a dar seus frutos, conforme o seu merecimento, tornando-se realidade. Celebre e agradeça aos Deuses por mais este ciclo de expansão. Que assim seja!

Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar o Solstício de Verão
Correspondências:
- Correlação: festas juninas, o midsummer, a noite das fadas e da magia.
- Símbolos: cor amarela e laranja, flores de girassol e símbolos solares.
- Incensos: alecrim, louro ou canela.
- Alimentos: vinho tinto, sucos cítricos, pães, frutas e hidromel.
Saudação a Cernunnos
Louvado seja o Homem Verde!
Senhor dos espíritos da natureza,
Aquele que dirige sabiamente os animais,
Os bosques e os campos verdes de infinita beleza.
Deus da liberdade e da fertilidade,
Circunde de luz a terra sagrada
Muito além dos portais do Outro Mundo,
Onde seres feéricos fazem sua morada.
Para o deleite das almas cansadas,
Que tudo regenera e fertiliza.
Ser sagrado das folhas novas do carvalho
Ouça o chamado da nobre druidisa.
Inspire-nos pelos ventos da transformação
Na divina sabedoria de nossos ancestrais.
Faça valer o código da honra e da verdade,
Preservando junto de ti antigos rituais.
Pelo fogo ardente das paixões
Resgate o amor e a esperança divina
Nos corações de todas as criaturas,
Através da água mais pura e cristalina.
Abençoe-nos para que tudo sempre renasça.
Que assim seja e assim se faça!

Festival de Lughnasadh
Lughnasadh é celebrado no dia 1° de fevereiro (Feabhra). "Lá Lúnasa" é um dos quatro Festivais Celtas do Fogo e, basicamente, um ritual agrícola de agradecimento, onde se comemora o primeiro dos três festivais da colheita, dedicado ao Deus Lugh. Deus dos ferreiros e das muitas habilidades. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 1° de agosto.
Lughnasadh Época ideal para agradecermos às nossas colheitas, sejam elas boas ou não, pois sabemos que na evolução tudo é necessário para o crescimento espiritual. A festa de Lugh marca o tempo da colheita, onde oferendas são feitas com o objetivo de protegê-las, além de casamentos cujo acordo durava um ano e um dia, podendo renovar-se todos os anos.
Lughnasadh literalmente significa "Jogos de Lugh", isso se deve ao antigo costume celta de promover encontros tribais, feiras e competições esportivas, denominado "Oenach", quando os clãs se reuniam em paz, para honrar a soberania da terra. Neste ritual, o primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do caldeirão, juntamente com papéis, onde serão escritos seus agradecimentos.
Durante este festival honramos, também, a mãe adotiva de Lugh, Taltiu, que morreu depois do grande esforço que fez para limpar a planície central da Irlanda, preparando a terra para o cultivo, metáfora ao sacrifício que a Grande Mãe faz todos os anos, para que o ciclo da colheita se perpetue.
Amuletos e talismãs antigos deverão ser queimados neste ritual, onde simbolicamente nos livramos de tudo aquilo que está velho e desgastado, pois a vida se torna morte e a morte se torna vida, o ciclo eterno da criação.
Mesmo não plantando e nem colhendo mais o nosso alimento, lembre-se que tudo foi semeado e produzido nos campos da Mãe Terra. Então, agradeça sempre aos Deuses pela fartura e abundância de nossas vidas. Neste festival, enfeite seu altar com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época. Bênçãos plenas!

Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar Lughnasadh
Correspondências:
- Correlação: o ciclo das colheitas e dia de ação de graças cristão.
- Símbolos: cor vermelho, amarelo e laranja, pães de cereais e lança de metal.
- Incensos: camomila, sândalo ou alecrim.
- Alimentos: vinho tinto ou suco de frutas, cerveja, pães, bolos e milho. Obs: o milho é um alimento característico das Américas que, historicamente, não foi utilizado pelos celtas.
A Primeira Colheita
Bendita seja a água sagrada
Que purifica a alma e o coração,
Sob a Lua dessa colheita abençoada.
Sombras anciãs trançam suas raízes pela terra
E ofertam seus primeiros grãos
À Grande Mãe na próxima primavera.
Guiados pela lança de Lugh, o brilhante,
Sofrimentos são banidos
Para algum lugar bem distante.
Girando pelas espirais da lenda e do mito,
Caminhamos pela luz do dia
Rumo às estrelas da noite no espaço infinito.
Agradecendo o pão que nos é oferecido
Neste altar de feixes e de grãos,
Consagro esse elo querido.
Ao nobre que caminha com inspiração
Pela doçura desse ciclo sem fim,
O amor que une a verdadeira união.


Equinócio de Outono
Festival celebrado no dia 21 de março, que em gaélico se chama Márta, com a entrada do Equinócio de Outono. Em galês é conhecido como Alban Elfed ou a Luz de Outono, período onde se comemora a segunda colheita, iniciada em Lughnasadh. A vegetação e a luz solar diminuem e os mistérios da vida e da morte se fazem presentes. Mais uma vez, os dias e as noites são iguais. No Hemisfério Norte celebra-se no dia 21 de setembro.
Equinócio de Outono Época do equilíbrio, da paz e do tempo de se fazer uma avaliação de tudo aquilo que foi plantado e colhido. As folhas começam a cair e o Sol a minguar rapidamente. A natureza declina e se prepara para a chegada do inverno.
Este festival homenageia o Deus galês Mabon, representando a colheita dos frutos, a despedida do verão e a preparação para o inverno, que se aproxima. Mabon é filho de Modron, conforme o conto de "Culhwch e Olwen", a Grande Mãe dos galeses, associada à fertilidade e às colheitas dos campos. Modron, às vezes, era comparada a Morrighan, bem como a Morgana Le Fay.
Fase ideal para fazer banimentos, pedir harmonia no amor e proteção às pessoas que amamos. Aproveite a energia deste ritual para caminhar em um bosque e colher sementes e folhas secas, refletindo sobre a colheita recebida.
No Equinócio de Outono lembre-se também daqueles que estão doentes e das pessoas mais velhas, que precisam da nossa ajuda, dirija-lhes palavras de amor e carinho.
Enfeite seu altar com os grãos e sementes que sobraram da primeira colheita, milho, abóboras, maçãs e outros frutos do outono. E, agradeça mais uma vez à Grande Mãe, pelas bênçãos recebidas durante a sua colheita pessoal. Que assim seja!
Sugestão para ritual: Sugestão para celebrar o Equinócio de Outono
Correspondências:
- Correlação: resultado das colheitas, preparar-se para o inverno e despedir-se do verão.
- Símbolos: cor laranja e marrom, grãos, sementes e folhas secas.
- Incensos: benjoim, lavanda ou sálvia.
- Alimentos: vinho branco ou suco de frutas, cerveja, pães de cereais e bolos.
A Segunda Colheita
Num tempo de infinita beleza,
A vida segue as mansões da Lua
Na dança cósmica da natureza.
Realinha seu eixo energético
E cresce um pouco a cada dia,
Completando a roda do ano céltico.
Na jornada da segunda colheita,
Não existem tradições e nem contradições
Existe, apenas o princípio maior da criação,
O equilíbrio perfeito em nossos corações